sábado, 20 de abril de 2013

TEMA: A IMPORTÂNCIA DO MEU NÚCLEO MISSIONÁRIO

Talvez as pessoas que frequentam os núcleos não tenham a real proporção do valor que cada reunião de pequenos grupos representa para cada um, para a Igreja e para o Reino de Deus. Por isso, provoco cada líder para refletir:
1. Qual o propósito desta reunião de núcleo?
2. Qual o meu propósito para esta reunião?
3. O que Deus quer fazer nesta reunião?
Você talvez esteja perguntando o porquê de tudo isso, eu digo que é para alinharmos nossos sentimentos e nossa fé, para que estejamos unidos em propósito e juntos ligados na Videira Verdadeira: JESUS CRISTO.

Nesta semana, peço que vocês compartilhem com cada pessoa a importância de ela estar no núcleo, os frutos que vem de uma reunião tão abençoada. Relembre como foi a sua primeira vez, volte ao seu primeiro amor ao núcleo, para que assim você transmita esse amor às pessoas, afinal os núcleos têm razão de existir por causa das pessoas que neles estão. Tendo consciência disso, juntos poderemos sentir o amor de DEUS em cada reunião.

Provoque a reflexão junto com eles sobre o porquê de cada um querer estar ali, busque testemunhos de transformação, capturem o que há de bom em cada pessoa que ocorreu justamente por ela estar em um núcleo.

Sentimentos de ajuda, amizade, sinceridade companheirismo podem ser enfatizados, demonstrando o valor de ser membro de um núcleo. Volte aos sentimentos mais primitivos e simples que o motive e também as pessoas a estarem nas reuniões.

Entenda que a proposta não é propriamente ensinar algo novo, mas sim avivar algo que já existe no núcleo como a comunhão e a amizade. Busque deixar vivo no coração de cada um o principal motivo da reunião que é buscar a Deus e compartilhar seu amor e ensinamentos em cada reunião.

Dito assim, vamos então a uma pequena explanação.

Qual o propósito dessa reunião?

A resposta está escrita em Atos 2.46: “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”.

O Núcleo é uma estratégia para que o amor de muitos não se esfrie, pois lado a lado cada um dá suporte para que o seu próximo persevere na sua vida com DEUS. Por isso que as ligações para cada membro é tão importante, pois eles se sentem parte de uma família, como o membro de um corpo.

Os Apóstolos aprenderam que a comunhão do partir do pão é tremenda para compartilhar do Amor de DEUS, pois nos momentos da praia em que comiam peixe com Jesus, eles eram altamente ministrados, pois observavam Jesus servindo eles e como igual a eles ensinavam sobre o Evangelho do Reino de Deus, além de proporcionar o florescimento de sentimentos edificantes no “lanche” com os irmãos, pois vem à vontade de servir e a alegria de fazer isso brota no coração.

E o mais importante, as atitudes são maravilhosas por causa da singeleza de coração, sendo que o sentido de singelo pode ser entendido como simplicidade oucomo lisura, ou seja, transparência, sinceridade, franqueza. Assim o servir e compartilhar tem que ser sincero, sem mágoas, sem ressentimento ou rancor.

Perseverando pelo quê?

Perseverando na fé e na mensagem que o Apóstolo Pedro havia anunciado em Atos 2:16-36, neste ponto peço que leiam, reflitam e passem para o núcleo.
O efeito da mensagem de Pedro levou ao seu público entender a gravidade e importância que foi a Morte e Ressurreição de Cristo Jesus

Sabe qual foi o resultado desse discurso?

“De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” Atos 2:41

Como congregar essa nova e imensa Igreja?

Na Perseverança, Comunhão, Compartilhar e ORAÇÃO, essas três palavras são a base para a vida de uma Igreja, assim foi para os irmãos contemporâneos aos Apóstolos, conforme descrito no livro de Atos 2:42: E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

Sabe qual é o resultado de tudo isso?

Como os irmãos viviam o Amor de Deus, sendo algo presente no cotidiano deles, suas atitudes passavam a refletir o caráter de Deus (a exemplo das “bem-aventuranças” listadas em Mateus 5) e isso é muito mais que uma pregação, pois os quase três mil irmãos refletiam Cristo para o povo daquela época, eram verdadeiras Cartas Vivas de Cristo, pois
 Confrontava o angustiado, porque enxergava a Paz de Cristo no rosto de cada irmão,
 Confrontava o aflito, pois ele enxergava Esperança no rosto de cada irmão,
 Confrontava o religioso, pois ele enxergava Amor Abundante no rosto de cada irmão,
Qual o impacto disso?

"Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". Atos 2:47

Ou seja:
 O angustiado recebia a Paz de Cristo e era acrescentado a Igreja,
 O aflito recebia a Esperança da parte de Deus e era acrescentado a Igreja,
 O religioso era quebrado pelo Amor de Deus e era acrescentado a Igreja
Esses são os (1) sentimentos, (2) atitudes e (3) virtudes que devem permear em nossas reuniões de Núcleos Missionários.

Você foi comissionado para essa grande obra, juntos nós podemos mais, juntos poderemos acrescentar ao Reino de Deus Familias, Casas, Conjuntos Residenciais, Bairros e Cidades para Jesus, basta realizarmos um com o outro a (1) Perseverança, (2) a Comunhão, (3) o Compartilhar e (4) a ORAÇÃO.

PROVA DO PODER DOS PEQUENOS GRUPOS

A Noruega, um dos países mais ricos do mundo, deve ser grata a Deus pela vida de um homem no século XIX, o fazendeiro Hans Nielsen Hauge, pois em sua época não havia essa prosperidade.

O país era pobre e passava por crises de fomes de âmbito nacional, não era uma nação desenvolvida, tinha poucas escolas e universidades, e era um conjunto de vilarejos de pescadores e um amontoado de pedaços de terra voltados para a agricultura de subsistência.

Em sua época era restrita a pregação da Palavra de Deus, contudo mesmo assim ele insistia em Pregar a Palavra de Deus, e muitos ouviam e criam no Evangelho, e em menos de 3 décadas Hauge implantou mais de 1.000 grupos familiares em uma nação que a época tinha 800.000 mil habitantes.

Esses Grupos Familiares se reuniam para orar e estudar a Palavra de Deus, eles se tornavam mais próximo de DEUS e uns dos outros (o que isso lhe lembra?).

E os líderes desses pequenos grupos perceberam que podiam fazer muito mais e, como eles haviam desenvolvidos o dom da comunicação e liderança, passaram a influenciar o Estado e a Aristocracia da época. Esse foi o início de uma grande transformação nesse País.

Registre-se que tais líderes eram camponeses que adquiriram suas habilidades e experiências em pequenos grupos.

E aí?! O que achas de tudo isso? Acredite que você pode influenciar Belém para Cristo!

Clayrton Silva
Pastor dos núcleos missionarios de Jovens em Belém
Contato: clayrton.silva@gmail.com

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