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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O BRASIL NÃO É MAIS UM CELEIRO MISSIONÁRIO

Por Leonardo Gonçalves

Conheci a Cristo no final dos anos 90. Minha experiência de conversão se deu em uma igreja batista recém-plantada na minha cidade. Meu batismo e minha experiência de discípulo começou no inicio do ano 2000, na igreja Assembleia de Deus. Eu vivi uma parte do movimento AD2000 (1) e da chamada  “Década da Colheita” (2), e de certa forma toda minha geração foi influenciada por estes movimentos.  Uma e outra vez, escutávamos a frase: “O Brasil é um grande celeiro de missionário”. Por nossa pequena igreja passavam alunos da “Missão Horizontes” falando sobre a janela 10/40 e sobre como o brasileiro gasta mais com Coca-cola do que com o Reino de Deus. Após o culto, nós doávamos aquilo que tínhamos para as missões. Lembro-me de um diácono pobre doando um relógio a um missionário que havia perdido o seu em uma viagem de barco na Amazônia. Lembro-me também de um amigo que constrangido pela necessidade da obra e sem nada para doar, tirou dos pés um par de tênis Nike e colocou sobre o altar, voltando para casa descalço depois do culto. A gente dava o que tinha, e não era por causa de alguma promessa de retorno financeiro (como nas campanhas dos televangelistas atuais), mas simplesmente por amor e desejo de ver o evangelho avançando entre as nações da terra. Os jovens da igreja (e eu era um deles) eram muito ativos: organizavam jograis e teatros com temas missionários, e muitos de nós queríamos ser pastores ou missionários. Hoje, vários daqueles jovens com os quais cresci são pastores, evangelistas, missionários, obreiros em suas igrejas locais, e estão envolvidos de alguma forma com a grande comissão.

UMA IGREJA QUE RESPIRAVA MISSOES

Mas eu não consigo escrever este texto sem lágrimas nos olhos. Agora mesmo, sinto o peito doer e meus olhos se enchem de água ao me lembrar daqueles dias quando a gente vivia de maneira tão intensa, organizávamos vigílias, acampamentos de oração, visitávamos, evangelizávamos de verdade. Conheço um jovem em Cristo que aos 16 anos tinha uma rotina invejável: Ele fazia semanalmente visitas no hospital da nossa pequena cidade, e saia dali direto para o asilo contrabandeando doces e bíblias para os anciãos com quem passava parte do seu domingo. Por volta das 4 horas da tarde saia dali com outros meninos da sua idade, numa kombi velha da wolksvagen para realizar visitas em uma comunidade rural e "cooperar" com os irmãos de lá. As vezes a Kombi não vinha, e eles faziam o trajeto de 18 quilômetros de bicicleta. Quando chegavam a cidade novamente, era para tomar um banho e ir ao culto, ansiosos por ouvir a Palavra pregada e dispostos a participar, seja cantando, pregando, limpando ou fazendo qualquer outra coisa na igreja local. Durante a semana, ele e outros eram voluntários no “Desafio Jovem Liberdade” – centro de recuperação para usuários de drogas – muitas vezes saindo do trabalho direto para lá, para ensinar violão, passar algum tempo de comunhão com os internos e pregar no culto da noite. Esses rapazes respiravam missões.  

Na época, surgiam seminários com cursos rápidos, em média 2 anos, em regime de internato, onde a ênfase não era apenas preparar teólogos, mas obreiros. Trabalhavam-se questões como caráter, perseverança, domínio próprio, obediência, e grande parte das disciplinas do curso eram de viés missionário. Éramos confrontados com as biografias de William Carey, David Brainerd, Hudson Taylor, Adoniran Judson, George Miller, e nos inspirávamos neles. Criticava-se o modelo de seminário que formava apenas teólogos e falava-se muito em vocação ministerial. Escutávamos uma e outra vez que ser pastor é um dom e não uma profissão, e que o ministério é muito mais dar do que receber. O ponto alto das aulas era quando por lá passava algum missionário em transito, e contava as experiências vividas naquela terra desconhecida. Lembro-me de ter ouvido um desses missionários falando sobre o país dos Incas, e de como me senti desafiado pelo testemunho daquele jovem obreiro. À noite, enquanto orava por aquele país, discerni claramente a voz de Deus falando fortemente ao meu coração: “Eu te levarei ao Peru!”. Cai em pranto, sentindo um misto de temor e imensa alegria, pelo peso da responsabilidade e pela honra recebida. Sai do meu país em 2003, quando ainda se vivia a ressaca destes movimentos.

JOVENS QUE NÃO ALMEJAM O MINISTERIO

Hoje a igreja evangélica definitivamente não é a mesma. Ela nem sequer se parece com aquela igreja de 15 anos atrás. Cada vez que viajo ao Brasil, fico absorto com a secularização cada vez maior da igreja. Vejo uma igreja rica, muito rica, mas tremendamente ensimesmada. Em círculos tradicionais e na ala pentecostal clássica, pouco se fala em evangelismo e missões. Já os neopentecostais distorceram o conceito de evangelismo e missões transformando a igreja em uma pirâmide e implementando visões celulares das mais absurdas, substituindo paixão missionária por obediência cega a um líder autoritário. Se antes os jovens desejavam o ministério, a geração atual foge dele. É comum ver rapazes de moças de vinte e poucos anos com altos salários, comprando carros importados, fundando empresas, empreendendo e ganhando muito dinheiro. Os pastores destas igrejas sofrem, pois tem que se desdobrar em mil ofícios para atender as necessidades do rebanho, já que ninguém quer se envolver no ministério e sacrificar as horas de descanso para cuidar das necessidades alheias. Alguns poucos ainda ousam se envolver com missões, mas raramente em tempo integral. Ao invés disso, doam parte das suas férias para servir em algum país exótico, e passam 4 ou 5 dias visitando alguma igreja local,  e o resto das férias em alguma praia paradisíaca do Índico ou do Pacífico. Não trabalham nada, mas tiram umas quinhentas fotos com crianças locais e chegam a suas igrejas com testemunhos fantasmagóricos acerca de como salvaram o mundo em seis dias e ensinaram os pastores e missionários locais a pastorearem suas igrejas. 

MISSIÓLOGOS DE INTERNET QUE NUNCA SE ENVOLVERAM COM MISSOES

O conceito de missão tem sido banalizado por uma geração hedonista mais preocupada com seus prazeres do que com glorificar o Cristo entre as nações. Para justificar sua falta de coragem para encarar o campo missionário, criam-se as mais distintas agencias missionárias, muitas das quais não enviam e nem sustentam nenhum missionário, dedicando-se apenas a recrutar voluntários para viagens de ferias, exatamente do tipo que mencionei no último parágrafo. Diga-se de passagem, o dinheiro gasto por uma equipe de voluntários de férias, se fosse doado integralmente a alguma missão séria que trabalhe entre os autóctones, daria para sustentar cerca de 10 obreiros durante um ano. Crer que 20 brasileiros em uma semana podem fazer um melhor trabalho que um obreiro nacional em um ano é um sofisma, mas parece ser este o pensamento predominante nessas missões recém-criadas no Brasil (as exceções conformam a regra).

Embora não estejamos mais tão engajados com missões transculturais, nunca tivemos tantos “ESPECIALISTAS” em missões! Meninos de vinte anos, com pouca ou nenhuma formação teológica, sem experiência de vida ou ministério e cujo maior esforço missionário foi falar de Jesus para o colega de classe, editam blogs e vlogs, dão opiniões e organizam conferencias missionárias onde eles mesmos são os preletores. Recentemente um desses palpiteiros da internet, um garoto de 20 anos, escreveu um livro sobre missões. Muita gente elogiou a atitude do rapaz e não encontrei ninguém, nem mesmo entre a velha guarda evangélica (que também é ativa nas redes sociais) para colocar freio na arrogância do moleque que escreveu suas 120 paginas sobre um assunto que ele nunca experimentou de fato. Há algum tempo recebi duas equipes de voluntários na cidade de Piura, onde desde 2008 temos desenvolvido alguns projetos missionários. Um dos rapazes que nos visitou, ainda nem tinha barba no rosto, mas logo se apresentou como consultor em missões. Segundo ele, varias igrejas no Brasil contam com seus conhecimentos de consultoria. Isso me parece estranho, se considerarmos que ele nunca foi missionário de fato, apenas participou de algumas palestras com ênfase na famigerada e pouco eficaz Missão Integral (3). Recebi deste garoto que nunca fez missões, diversos conselhos sobre como treinar meus obreiros e torná-los mais efetivos. Outros chegam já satanizando a cultura, tendo visões esquisitas acerca de demônios territoriais e correntes que estão aprisionando nossa igreja e missão, algo muito esquisito e sem bases bíblicas em minha opinião. 

UMA JUVENTUDE QUE QUER ENSINAR, MAS NÃO SE PRONTIFICA A APRENDER

Durante os dois últimos meses visitei varias igrejas no Brasil e por onde passei, desafiei pessoas para virem ao campo missionário no Peru, e o máximo que consegui foram uns garotos meio-hippies dispostos a vir salvar o mundo em uma semana e ensinar os pastores a pastorear suas igrejas. Todos os rapazes com quem falei queriam vir e ditar seminários, palestras, conferências, treinamento para pastores, e não atentavam para o ridículo das suas propostas, já que eles mesmos nunca pastorearam nem suas próprias famílias. No entanto, nenhum deles se mostrou disposto a passar ao menos um ano trabalhando de forma sistemática e fiel junto aos nativos, participando da vida, da luta e das dores do povo, compartilhando a comida e vivendo a verdadeira essência da missão. Todos queriam ensinar, ninguém estava disposto a viver. Todos queriam vir e impor; ninguém estava disposto a vir, viver e receber. Todos queriam formar obreiros, ninguém queria ser formado como obreiro. Todos queriam vir correndo e voltar; ninguém estava disposto a vir e permanecer. Cada um tinha uma visão diferente para a igreja peruana, mesmo sem ter conhecido de perto este campo missionário. Todos tinham receitas exatas para fortalecer o ministério local, mas ninguém queria servir no ministério. Muitos reis, nenhum servo. Como diria o pastor Kolenda, de saudosa memória, simplesmente “muito cacique para pouco índio”.

UMA IGREJA SECULARIZADA QUE NÃO AMA MISSOES

Não posso dizer exatamente onde foi que a igreja errou (não se preocupem, deve ter algum conferencista de vinte anos capaz de decifrar este mistério!). Porém, mesmo sem saber exatamente, acredito que alguns fatores são visíveis e fáceis de discernir: economia estável, bons empregos, oportunidade de fazer duas, três, quatro faculdades, anos de pregação antropocêntrica que exclui o sacrifício como parte da experiência cristã, tudo isso contribuiu para uma horrível secularização da igreja. Se eu fosse dispensacionalista, não teria dificuldade em aceitar que a igreja está vivendo a “Era de Laodicéia”. A igreja de Laodiceia e a igreja brasileira são irmãs: As duas são ricas materialmente, ensimesmadas, autossuficientes. As duas estão corroídas pelo pecado, empobrecidas de galardão e cegas quanto a sua real situação.  Se há algumas décadas dizia-se que o Brasil era um celeiro de missões, hoje tenho certeza que este título deve pertencer a algum outro país: China, Índia, Coreia do Sul, talvez... Mas definitivamente, esse título já não se pode aplicar ao Brasil.

***
Leonardo Gonçalves é missionario há 11 anos. Neste período ajudou a plantar e consolidar igrejas no Brasil, Argentina (Patagonia e provincia de missiones), e no norte de Peru. Desde 2008 vive na cidade de Piura, envolvendo-se na plantação de 7 igrejas autóctones. O Projeto Piura sustenta hoje 6 obreiros autoctones e ajuda a 60 crianças provindas de comunidades carentes do Peru.

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NOTAS:

1. O Movimento Ano 2000 (AD 2000) surgiu de uma reunião em janeiro de 1989, em Singapura, onde foi realiazada uma Consulta Global de Evangelização Mundial para o ano 2000 e Além. Esta consulta deu origem ao movimento denominado AD 2000, cujo enfoque eram os povos não alcançados da chamada ‘janela 10/40’.


2. A Década da Colheita foi o resultado de um encontro de líderes das Assembleias de realizado nos Estados Unidos, em 1988. Foram também estabelecidas metas bem claras para a AD no Brasil, para serem alcançadas até o ano 2000: (1) Levantar um exército de três milhões de intercessores; (2) Ganhar 50 milhões de almas para Cristo; (3) Preparar 100 mil obreiros dispostos a trabalhar na seara do Mestre. (4) Estabelecer 50 mil novas igrejas em todo o Brasil; e (5) Enviar novos missionários para outras nações.

3. Não é que eu me oponha totalmente a Missão Integral. Minha crítica a este movimento pode ser resumida em poucos pontos: (1) A terminologia Missão Integral é, por si, uma redundância. Se é missão cristã, deve ser integral, e se não for integral (no sentido de total), não é missão. (2) Os promotores da Missão Integral no Brasil parecem se inspirar mais no marxismo do que na Bíblia. Um dos líderes desse movimento chega a apresentar o comunismo como uma ideia bíblica de comunidade. Ora, confundir comunidade cristã com uma ideologia que foi responsável por milhões de mortes no mundo, incluindo muitos cristãos, é uma boçalidade. (3) O discurso da Missão Integral tem servido de plataforma política para ideias esquerdistas, e sua super-ênfase no social tem levado alguns a pregar um conceito que beira a salvação pelas obras, algo abominável do ponto de vista bíblico. (4) Nunca vi um leprosário criado ou mantido por adeptos da Missão Integral.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Crucificações de cristãos por jihadistas na Síria


Cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por jihadistas nesta sexta-feira na Síria, denunciou uma freira síria à Rádio Vaticano.

De acordo com a irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, e que agora vive na França, "em cidades ou vilas ocupadas por elementos armados, os jihadistas e todos os grupos extremistas muçulmanos oferecem aos cristãos a shahada (a fé muçulmana) ou a morte. Em alguns casos pediram resgate".

"Por ser impossível renunciar à sua fé, sofreram o martírio. E o martírio de uma maneira extremamente desumana, de extrema violência. Em Maalula, por exemplo, crucificaram dois jovens porque eles recusaram a shahada".

"Em outra ocasião, um jovem foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida. Isso aconteceu em Abra, na zona industrial na periferia de Damasco", relatou.

De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas "pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas", e ainda levaram os bebês das mulheres e "os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais".

A Rádio Vaticano publicou esta entrevista nesta Sexta-feira Santa, dia que a Igreja lembra a crucificação de Cristo em Jerusalém.

Enquanto a guerra civil cria espaço para massacres cometidos por todas as partes, a minoria cristã se posciona a favor do regime de Bashar al-Assad , temendo justamente os islâmicos.

Como a Síria não tem petróleo… O mundo não faz nada.
 Fonte: AFP

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Notícias Dorivan Melo, Indonésia


Hoje (13/02) acordamos com a cidade coberta de cinza vulcânica...ontem a noite o Monte KELUD, que fica na cidade de Kediri, uma cidade bem próxima a nossa, varias outras cidades aqui da área estão assim, cobertas de cinza, o vulcão ainda não expeliu larvas...por favor estejam orando por essa situação e por nossa segurança...estarei lhes informando de tudo...obrigado.

(14/02) Pelo menos 200 mil pessoas tiveram que ser evacuadas pelas autoridades locais na noite de ontem devido à iminente erupção do vulcão Kelud, considerado um dos mais perigosos da ilha de Java, na Indonésia, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

O kelud representa um perigo por causa da densidade populacional concentrada nas encostas do monte. São cerca de 36 povoados em uma área aproximada de 10 quilômetros no distrito de Kediri, no leste de Java.

Após a erupção, a chuva de cinzas, areia e rochas chegou a até 15 quilômetros da cratera do vulcão, apontou o porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, ao jornal "Jakarta Post".

A maior catástrofe registrada por uma erupção do Kelud data de 1568, quando os rios de lava, as nuvens de cinza e a chuva de rochas causaram a morte de aproximadamente 10 mil pessoas.

A Indonésia está localizada sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área com grande atividade sísmica e vulcânica, e abriga mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam ativos e 65 estão classificados como perigosos.

QUERIDOS NOSSA CIDADE TA TOTALMENTE COBERTA DE CINZA, NOSSA CASA TAMBÉM... ACABOU DE CHOVER MUITO FORTE DAÍ É GOTEIRA E MAIS GOTEIRAS NAS NOSSAS TRES CASAS... ISSO TUDO ME DEIXOU MUITO TENSO A PONTO DE ME TREMER TUDO... OREM POR NOS. OBRIGADO.

(17/02)Graças a Deus que o vulcão deu uma trégua... pequenas erupções e tremores continuam acontecendo na área do vulcão, pra vocês terem uma ideia a força da erupção foi tao grande que atingiu uma altura de 17 kilômetros, cerca de 130 milhões de metros cúbicos de material vulcânico foram expelidos, a nuvem de cinza atingiu 3 províncias num raio de aproximadamente 700 kilômetros de distancia do vulcão, 7 importantes aeroportos foram fechados. 

Ate hoje são mais de 120 mil desabrigados e já são 17 mortos por problemas respiratórios, ainda é incalculável os estragos de imoveis, incluindo escolas, mesquitas, carros, estradas, ruas, as escolas ficaram fechadas e apenas alguma reabriram hoje, incalculáveis ainda são os prejuízos também para a agricultura. Fortes tempestades de chuvas, ate de granito, trovoes e muitos raios tem acontecido todos os dias.

Os telhados de nossas casas, que já estavam danificados com as telhas de fibras podres e as de zinco super enferrujadas, também ficaram bem mais danificadas, e por isso com as chuvas as goteiras triplicaram, quartos e banheiros alagados, isso tem nos trazendo bastante transtornos e nem podemos dormir direito. Teremos que renovar os telhados e reconstruir o telhado de uma das casas, provavelmente na quarta estaremos começando essa reforma.

Pedimos encarecidamente que continuem orando por esta nação, para suas informação a indonésia possui 127 vulcões ativos, 16 em processo de erupção e 3 já entraram em erupção, daí vocês podem imaginar a tensão e pressão de toda a nação.

Orem por nossa segurança e proteção, orem também por provisão financeira para as reforma e reconstrução dos telhados, isso é uma necessidade urgente.

Orem por minha saúde, isso tudo em deixou muito triste, muito preocupado, fico me tremendo muito também choro muito na hora das tempestades, é uma pressão e uma responsabilidade muito grande sobre mim...da dó de ver a casa alagada, colchoes encharcados, emfim.

Desde já agradeço pelas mensagens de incentivo e conforto, isso me faz muito bem, principalmente por suas orações, que Deus abençoe a todos vocês.

Dorivan Melo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Informativo - Roseane Souza - Índia

3 Meses na Índia. 

Olá queridos é sempre uma grande alegria escrever a vocês, minha querida família.

Estou completando 3 meses na Índia e este mês é muito especial para mim, pois dia 27/01 completo mais um ano de vida, e nada melhor do que agradecê-lo por tudo quanto Ele tem realizado em minha vida. Servi-lo é simplesmente maravilhoso. Surpreendente!

Tenho meditado em Salmos 37.5 "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e Ele tudo fará". Às vezes quero tomar o controle  da minha vida, porém não é isso que Ele quer. Tenho apenas que me deleitar e confiar, pois Ele está no controle.

Escola de Inglês

Então, jamais imaginaria encontrar  e estar tão próxima de pessoas pertencentes ao Congo, Sudão (12º), Mongólia, Afeganistão (3º), Irã (8º), Índia (31º) etc. A princípio um temor me sobreveio. Eles são a quem chamamos de primos e radicais. Estudei tanto sobre suas doutrinas e agora estava diante deles. O que fazer? Bem, as coisas simplesmente foram acontecendo. Em sala de aula, sentamos lado a lado e batemos um bom papo. Às vezes a discussão sobre religião surge. Não tem como fugir. Testemunhamos na medida do possível. Orem por minha segurança e por meus colegas de classe. Somos 3 mulheres e 6 Homens. Falem ao Pai por um em especial. Seu nome é Jamil, ele é do Afeganistão. 

Pesquisas 


Em dezembro estive no Nordeste da Índia, como havia escrito em meu informativo anterior. Nas montanhas geladas,  próximas ao Himalaia. Nessa localidade encontrei um povo que tem como língua materna, a língua Nila (* Nome Fictício), com uma população que varia entre 3.000 a 5.000 falantes. Esta é uma língua que precisa de análise, desenvolvimento da ortografia e posteriormente o início do trabalho de tradução. Fiquei feliz com a oportunidade e fui grandemente desafiada a retornar. As dificuldades são diversas: teria que aprender o Hindi, frio, estradas perigosas, fiscalização direta do governo, pois a área é fronteira com a China, entre outras. Falem em favor daqueles que vivem nessa localidade. Que o coração deles sejam alcançados pelo amor do PAI.

Desafios

Este mês de Janeiro estávamos tentando visitar um outro estado da Índia chamado Andra Pradesh, onde iríamos conhecer o trabalho de tradução. Infelizmente não foi possível. Agora estou aguardando a possibilidade de ir ao Centro de Pesquisas de Línguas, (Pesquisa Sociolinguísta e Avaliação da Língua) uma das áreas que eu poderia atuar. Das mais de 6.000 línguas conhecidas existentes no mundo de hoje, mais de 2.000 ainda precisam de estudo e avaliação para determinar se é necessária uma tradução da Bíblia. Estou aguardando para ver se minha ida será viável ou não. 

No dia 03 de fevereiro estarei indo para o Norte da Índia. Falem ao Pai por mim e pela equipe que estará comigo. O Norte da Índia é bastante sensível. Que o PAI nos proteja.


Saúde


Quero novamente rogar as vossas o.r.a.ç.õ.e.s. Este mês de janeiro, não sei se foi  o estresse, ou os estudos do Inglês, ou escrever, ou digitar . Não sei o que houve. Só sei que as dores nos meus tendões, principalmente no pulso da mão direita se intensificaram. Essa semana comecei a tomar um anti-inflamatório, coloquei bolsa de gelo e novamente diminuir minhas atividades que forçavam meus tendões. Essas dores tem me incomodado bastante. Em relação ao meu sono. Estou dormindo melhor. Às vezes a insônia vem, então falo com o PAI para dar-me sono.


No amor daquEle que nos enviou a todos os povos

Roseane Souza
Para investir em Meu ministério
Banco do Brasil
AG 0774-9 C/P 41.690-8  Variação. 51
Site: www.missaoalem.org /www.wycliffe.net
E-mail:  roseane_souza@wycliffe.org,roseane_s_souza@hotmail.com

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nota de Falecimento - Pr. Carlos Oberto Neves

Passou a estar com o Senhor nesta manhã o Pastor Carlos Oberto Marinho Neves.

O amado pastor serviu como Missionário no Equador e desde 2008 coordenava os trabalhos da Igreja no Bairro do Curió-Utinga, pastoreando no templo da Pass. Elvira.


Casado com a Missionária Raquel Leal dos Santos Neves teve dois filhos Lays Michelle e Carlos Rafael.

Oremos pela família enlutada.

"Qual filho de seu lar saudoso,
Eu quero ir;
Qual passarinho para o ninho,
Pra os braços Seus fugir;
É fiel – Sua vinda é certa,
Quando… Eu não sei.
Mas Ele manda estar alerta;
Do exílio voltarei."

domingo, 24 de março de 2013

Governo do Senegal, Presidente Dilma Rousseff, Itamaraty: Libertação de missionários brasileiros presos no Senegal.

Fazemos um apelo para o governo do Senegal que liberte os cidadãos brasileiros José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos desde novembro de 2012 por acusações comprovadamente infundadas, após apurações realizadas pelas autoridades locais. Mesmo inocentes de tais acusações, permanecem ainda encarcerados, com o habeas corpus negado.



Apelamos também às autoridades públicas do Brasil, à Presidenta Dilma Rousseff, à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e ao Itamaraty, que intervenham em favor da liberdade imediata desses dois compatriotas que estão sofrendo nessa nação irmã por prestarem ajuda humanitária através de um projeto social que oferece abrigo, alimentação e ensino para crianças e jovens de rua. 

Não podemos admitir que pessoas que empenham suas vidas junto aos desfavorecidos e excluídos sejam vítimas de tamanha injustiça!

José Dílson trabalha há 21 anos no continente africano (13 anos em Guiné Bissau e há quase 8 anos no Senegal) como membro e dirigente da ONG ABC (Aide Internatinale Aux Enfants) e da APMTS (Associação Presbiteriana de Missões Transculturais no Senegal).

Cristão engajado na causa dos pobres e necessitados da África, Zé Dílson tem participado e realizado às seguintes ações:

Em Gunié Bissau: 
•Ajudou a construir uma das maiores escolas de Guiné Bissau (Escola JOCUM). Desde 1991 milhares de crianças já foram beneficiadas, atualmente com 700 alunos inscritos. 

•Construiu vários centros nutricionais, com o apoio do PAM, ADRA e outras organizações, distribuindo diariamente alimentação para mais de 300 grávidas e crianças com desnutrição na cidade de Gabu e arredores.

No Senegal: 
•Criou a Escola ABC, que apoia e beneficia centenas de famílias através da educação de seus filhos. Esta escola hoje conta com 200 alunos inscritos, da pré-escola até o quarto ano. Crianças do ensino elementar recebem alimentação diariamente, estudando em tempo integral das 8 às 15 horas. 

•Contribui na inserção social através do esporte, com quatro escolinhas de futebol em Dakar e no interior, nas quais participam 120 meninos. 

•Fundou o Projeto Obadias, que conta com um orfanato-escola para meninos em situação de abandono social. O projeto contribui para o desenvolvimento humano e social de menores que viviam nas ruas do Senegal, oferecendo abrigo, alimentação e ensino.

No dia 06 de Novembro de 2012, José Dílson e Zeneide (diretora do abrigo de menores que faz parte do Projeto Obadias) foram detidos na cidade de Mbour e posteriormente enviados a um presídio na cidade de Thies. Eles foram presos após a queixa do pai de um dos jovens apoiados pelo projeto, desconte de ver o filho tornar-se cristão.

José Dilson mora com sua esposa e filhos dentro do Projeto Obadias, numa zona rural de Dakar, e nunca teve problema de ordem judiciária ou passagem pela policia. No momento, se encontra com a saúde debilitada, pois sofre de diabetes, compartilhando a cela com dezenas de outros presos em condições que fazem agravar o seu estado físico.

Que perigos José Dilson e Zeneide podem oferecer para a sociedade senegalesa que lhes negou a liberdade provisória?

Apelamos para que a justiça do Senegal faça valer os direitos desses brasileiros que tanto amam seu país e lhes conceda liberdade e anistia imediatas.

To:
Macky Sall, Presidente do Senegal
El Hadji Abdoul Aziz Ndiaye, Embaixador do Senegal no Brasil
Katia Gilaberte, Embaixadora do Brasil em Dacar
Embaixada do Brasil em Dacar
Antonio Patriota, Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Dilma Rousseff, Presidente do Brasil

Por favor, intervenham pela libertação imediata do José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos injustamente desde novembro de 2012 no Senegal. O governo brasileiro e o Itamaraty já intervieram com muito mais efetividade em outros casos para pedir a extradição de brasileiros no exterior. Este caso tem um agravante: eles são inocentes e são missionários que atuam há mais de 20 anos em...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Aja em favor do Pastor Yousef Nadarkhani condenado à morte no Irã


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Muito mais que um sonho

100 anos de história missionária das Assembléias de Deus no Brasil, e o Pará envia 100 missionários!

Grande Avivamento

Há cem anos atrás, era um tempo de um grande avivamento nos Estados Unidos, onde Daniel Berg e Gunnar Vingren moravam, pois haviam deixado a pátria Suécia em busca de trabalho. Eles haviam atravessado o Oceano para encontrar o avivamento, mesmo que Daniel tenha recebido as fagulhas da chama em sua pátria por Levi Petrus um pastor sueco.

Avivamento missionário

Todo verdadeiro avivamento vem acompanhado com a visão missionária Transcultural, pois o Senhor é um Deus missionário. Agora, Berg e Vingren tinham alguma coisa mais em comum, além da condição de conterrâneos, servos do Senhor e imigrantes no mesmo país. Com apenas um ano de diferença, eram ambos batizados no Espírito Santo e falavam línguas estranhas. Eles tinham algo em comum que era a oração diária para receberem a orientação do Espírito Santo, pois desejavam ser obedientes ao Comandante e Senhor das Nações.

Um Sonho missionário: Pará

Passado certo tempo nos States, um crente, batizado no Espírito Santo, chamado Adolfo Uldin, narrou-lhes um sonho, em que os dois amigos eram personagens, e em que lhe aparecera, bem legível, um nome diferente: Pará. Uldin jamais lera ou ouvira tal palavra, mas compreendeu que era um lugar. Daniel e Vingren entenderam que era a resposta de Deus às suas muitas orações. No dia seguinte, dirigiram-se a uma biblioteca, a fim de consultar os mapas. Ao verificarem a distância do país em que ficava o Pará, chegaram a ser abalados pelas dúvidas, mas após uma semana de oração viram que o melhor era obedecer à maneira como o Senhor os estava conduzindo.

A provisão do Senhor

O dinheiro de que dispunham era muito pouco, mas significava mais um indicativo dos rumos a serem tomados: noventa dólares - o preço da passagem até o longínquo país onde havia um lugar chamado Pará. Mas, eis que, com novo teste, Deus voltava a desafiar-lhes a fé: o Senhor ordenava a Vingren doar os noventa dólares ao jornal da igreja do pr. Durham, Daniel concordou. Eles o visitavam em Chicago, em busca de alguma contribuição para a viagem, "mas", recorda Daniel, "os irmãos não se mostraram muito entusiasmados. Mencionaram dificuldades de clima e predisseram que voltaríamos sem demora. Por isso, não nos garantiram qualquer sustento". Durham limitara-se separá-los para a missão no Brasil, parece que não é muito diferente aos dias atuais. Em outra igreja da mesma cidade, em um culto de despedida, o pr. B. M. Johnsom - que viria a ajudá-los, quando no Brasil, nos momentos mais difíceis - também nada pôde fazer por eles, mas deixou a congregação à vontade. Caso essa oferta poderiam chegar até Nova York.

Prosseguiram viagem e, numa parada, depararam-se com um amigo de Vingren, que foi logo dizendo:

A mão de Deus

"Sabe, irmão Vingren, sonhei com você esta noite, e Deus me falou que eu lhe deveria dar noventa dólares. Hoje de manhã pus o dinheiro em um envelope para remetê-lo... Agora não preciso pagar a remessa". Mais um sinal no caminho: o Senhor lhes falava de modo inusitado, e tão quão claramente lhes falava! A mão do Senhor era quase visível.

Uma vez em Nova York, logo começaram a buscar, nas companhias marítimas, suas duas passagens para o dia 5 de novembro. Não tinham dúvidas; a data era exatamente aquela.

Outro Sinal 

Em South Band, o Senhor lhes havia dito tudo a respeito, pormenorizadamente. Porém, tantos foram consultados quantos negaram haver partida para 5 de novembro. Finalmente, encontraram um navio inglês que se achava em reparos, não constante das listagens. E o navio, o "Clement", começou a singrar, naquele dia prenunciado, em direção a Belém do Pará.

O dinheiro disponível era suficiente, mas dava apenas para a terceira classe, onde nem sequer mesas e cadeiras existiam. Eram compelidos a viajar no convés, sentados em tonéis, "mas sentíamos o poder de Deus sobre nós ali, e louvávamos ao Senhor, e Ele nos falava dizendo que ia junto conosco e que nos abriria as portas", conta Daniel, "o que alegrava os nossos corações maravilhosamente".

A Chegada ao Brasil

A chegada ocorreu a 19 de novembro de 1910. Tudo era estranhíssimo para os dois suecos. As pessoas malvestidas, os leprosos a desfilar seus corpos mutilados, apresentando pungente espetáculo pelas ruas. Mas o Senhor de fato os enviara, e aqui estava para guardá-los do contágio e, logo, das agressões, ofensas e ameaças. Alguns dos alegres passageiros que com eles chegaram ao porto de Belém nunca imaginaram que viriam a ser infectados, e logo depois teriam seus nomes no rol dos mortos.

No modesto hotel (onde por um dia se hospedaram) consumiram os seus pobres 16 mil réis. Com níqueis restantes, iriam de bonde, no dia seguinte, em busca da residência do pastor metodista Justo Nelson, diretor do jornal que, "casualmente", chegara às mãos de Vingren no quarto onde se haviam hospedado. Para surpresa deles, tratava-se de um conhecido de Vingren, nos Estados Unidos.


Separados para as missões por uma Igreja Batista, nada mais natural do que encaminhá-los aos irmãos da mesma fé, o que se fez.

No dia seguinte, foram muito bem recebidos pelo missionário Erik Nelson. Este, como eles de nacionalidade sueca, convidou-os a cooperarem no trabalho, e ofereceu-lhes o porão da igreja, onde se alojaram. O que ocorreu depois foi que como falavam em línguas estranhas foram expulsos e então iniciou uma igreja que depois é mudado de nome para as Assembléias de Deus que nasce em 2011.

A História se repete

Algo inusitado aconteceu no Pará em 2010, exatamente cem anos após a chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren! A história se repetiu! Desde os tempos dos irmãos morávios, um movimento missionário que chegou a ter um missionário para cada 12 membros, por volta de 1720, que se ansiava por outro movimento semelhante!

De modo abrangente, igrejas do Pará lideradas pelos pastores Valdolino Gaspar Rodrigues presidente dos campos assembleianos em Icoaraci, Landolfo Apinajés Passos em Quatro Bocas, Nerias Pinheiro da Costa em Cidade Nova, ficaram sabendo sobre vários povos não alcançados pelas boas novas do continente asiático e do projeto Uniásia. Eles receberam informações precisas sobre como as pessoas que ali habitam são três vezes miseráveis: além de possuírem milhões dos mais pobres da terra, possui a maioria das línguas que não tem nada escrito da Palavra de Deus e não têm quem lhes fale sobre o precioso amor de Jesus.

Um trabalho de conscientização

Esse laborioso trabalho de divulgação foi feito pelos membros da Horizontes América Latina, organização que trabalha na região da Janela 10-40. Esta é uma faixa da terra que vai do Oeste da África, passando por toda a região do Norte da África e chega até o Japão. Fica entre os graus 10 e 40 graus acima da linha do Equador, formando um retângulo. Na região vive o maior número de povos não evangelizados da terra e mais de dois bilhões que nada conhecem sobre o Senhor Jesus.

Desafio Aceito

Algumas igrejas locais, despertadas pela conscientização do fato, resolveram se mexer, arregaçar as mangas e aceitar o desafio. Elas começaram do modo certo: vários pastores se reuniram em oração. Depois de muita oração e quebrantamento concluíram que cada igreja da região iria se envolver com a evangelização da Ásia, o continente menos alcançado da terra.

Jovens despertados para o desafio
 
Em vista do sucesso do projeto, os irmãos daquela região decidiram realizar um culto missionário com a presença de todas as igrejas unidas. O local da reunião foi o estádio estadual jornalista Edgar Augusto Proença, mais conhecido como Mangueirão, na capital Belém, cidade que recebeu os pioneiros Berg e Vingren. É tempo de resgatar a visão missionária dos pioneiros! Causou um grande impacto no estado quando uma pequena multidão de crentes de várias igrejas se dirigiu para o local escolhido. Foi tremendo o momento em que milhares de jovens responderam ao apelo e dedicaram suas vidas para missões. Foi emocionante presenciar a seleção de 100 jovens que seriam imediatamente enviados para uma missão onde receberiam um treinamento Transcultural prévio.

Preparação diversificada para um novo tempo

Obviamente a missão escolhida tem como ênfase o treinamento de missionários para o Projeto Uniásia, um projeto de sete anos onde receberão sete formações diferentes: Bíblica, Missiológica, Transcultural, Espanhol, Inglês, Língua Asiática e uma graduação Universitária na Ásia. Nessa missão, os 100 jovens foram adestrados para a peleja e revolucionaram o estado com os seus testemunhos. Depois, fizeram uma viagem a um país da América do Sul para ali terem uma experiência Transcultural prática. Nos meses em que ali permaneceram, eles foram uma bênção para aquele país. Muitas pessoas se converteram pela pregação direta. Outros tantos foram mudados pelo exemplo de unidade, de amor, desvelo e humildade demonstrados.

Os jovens missionários retornaram ao Brasil e após um período de treinamento em São Paulo foram ao Pará e no mesmo estádio onde aceitaram o desafio, tiveram uma despedida condigna, rumo ao campo. Naquele momento vimos uma mistura de emoções. A alegria e as lágrimas se confundiam; familiares, amigos e irmãos na fé que os abraçavam como que a retê-los por um instante mais, ainda que breve. Foram feitas recomendações de última hora e ofertas dadas às escondidas. Tudo era júbilo, num regozijo indescritível.

Despedida para a Ásia

Enfim, chegou o momento de partirem. Outra vez uma pequena multidão – agora mais restrita – os acompanhou ao aeroporto em São Paulo. Nem a conquista do pentacampeonato mundial causou tanta emoção, até porque a causa era mais nobre. Ao som de hinos e louvores, numa atmosfera mais de festa do que de despedida, os 100 jovens missionários seguiram para escolas de línguas no mundo islâmico/budista/hindu. Lá eles iriam finalmente trabalhar com os povos que os despertaram e conclamaram ao serviço naquele continente.

Uma batalha ferrenha

Com esses 100 revolucionários do Senhor vivendo em território de satanás, você pode imaginar a luta que será travada, tanto no corpo a corpo como nas regiões celestes para resgatar os esquecidos pela Igreja do Senhor? O inimigo não vai querer entregar de graça o território conquistado e dominado por séculos. Você já pensou na força que representa a união dos que chamados de filhos de Deus, com cada um investindo cinco reais por mês? Não importa o valor do salário e sim o seu compromisso individual com a causa do Senhor Jesus! O que aconteceria se todas as igrejas do Brasil imitassem o exemplo desses abnegados homens de Deus pastores Valdolino e Nerias? Você consegue ver o “reboliço santo” que resultaria de uma decisão tão simples como essa?

Celebrando o Centenário Missionário

Vamos celebrar os cem anos meditando sobre aqueles dois jovens obedientes que aceitaram o grande desafio de virem para estas terras inóspitas, na época, para trazerem a mensagem de avivamento e cem anos depois a história mostrar que produziu muitos frutos. Hoje as Assembléias de Deus é a maior denominação em nossa pátria. Além de que avivados pelo mesmo Espírito devemos apoiar aqueles que estão obedecendo ao mesmo comando de irem para o continente menos alcançado da terra. É hora de missões transculturais, agora a partir do Brasil que tem mudado tremendamente, pois abriga a terceira maior igreja evangélica no mundo e se encontrar entre as 10 maiores economias do mundo.

Muito mais do que um sonho

Este é um sonho que tenho há muito tempo e oro para que isso seja uma realidade. Irmãos façam as contas de quantos missionários poderiam ser enviados se na sua cidade fosse levantado um movimento como esse que acabei de descrever! Será que as velhas desculpas como falta de verbas e carência de obreiros continuariam sendo apresentadas como empecilhos para a propagação do evangelho? O que será que Deus dirá à Igreja Brasileira quando nos apresentarmos diante do trono para a prestação de contas? Poderemos ser considerados por Ele como servos obedientes? A Bíblia diz que uma alma vale mais do que o mundo inteiro. Quanto vale a sua vida? E a vida dos três bilhões de pessoas que hoje não podem nem mesmo ouvir o nome de Jesus? Pense nisso. Até quando esse tipo de movimento será apenas um sonho de poucos?

No temor do Senhor,

David Botelho

Diretor - Horizontes América Latina

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Coquetel de Despedida da Miss. Claudinha Pires

Paz do Senhor queridos!!

Todos estão convidados a participar desse momento onde ouviremos as experiências missionária Cláudia Pires. Pois, em setembro ela estará retornando para o campo missionário onde atua, a Alemanha.
Será dia 27/08 (Sexta-Feira) às 19:30 no auditório 3 do Templo Central da Assembléia de Deus.

Participe e seja abençoado.